As panelas de Roberto Burle Marx


Comida, Diversão, Doce, Notícia 18.out.17 Nenhum Comentário

Olá Docinhos!

No dia 13 de outubro visitei o Sítio Burle Marx localizado na Barra de Guaratiba. Um dia maravilhoso e um lugar que vale a pena visitar.

O Sítio Roberto Burle Marx é um Centro de Estudos de Paisagismo, Botânica e Conservação da Natureza inserido em uma região de vegetação nativa do Maciço da Pedra Branca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

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Residência de Burle Marx de 1973 até 1994, ano de sua morte, o sítio é hoje uma unidade especial vinculada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Detém um acervo botânico e paisagístico que inclui cerca de três mil e quinhentas espécies cultivadas, com ênfase em plantas tropicais autóctones do Brasil. Reconhecido como uma das mais importantes coleções de plantas vivas existentes no mundo, testemunho das profundas alterações sofridas pela natureza no país.

Ao longo do ano são realizadas diversas atividades culturais como concertos, jornadas, exposições; recebe escolas e grupos para as visitas mediadas; realiza seminários de educação ambiental voltados aos projetos educativos das escolas da região de Guaratiba.

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Não sentei na mesma mesa que Burle Marx, mas bem que gostaria. Maior nome do paisagismo brasileiro (parceiro de ninguém menos que Oscar Niemeyer!), Roberto Burle Marx foi também artista plástico – era pintor, ceramista, escultor e desenhista -, tapeceiro, designer e…. cozinheiro!

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Os almoços que passa a oferecer no sítio são notórios. Empregados, arquitetos, atores, poetas, pintores e uma alegre turma de bon vivants se reúnem em torno da mesa aos sábados, sem distinção de raça ou classe social, para saborear as receitas preparadas pelo cozinheiro Cleofas Cesar da Silva, que segue à risca as orientações do mestre: os pratos devem ter sabor – nada de usar poucos temperos – e cor. “O contraste das cores, das texturas e sabores é que valoriza a refeição. Eu não entendo essa cozinha que só usa alho, cebola e sal para todos os pratos (arroz, bife, feijão etc). Fica tudo com o mesmo gosto. Isso que chamo de falta de criatividade”, fazia questão de dizer a seus convidados, segundo registro das arquitetas Claudia Pinheiro e Cecília Modesto, autoras do livro À Mesa com Burle Marx, da Editora Batel.

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Panelas de pedra sabão que ele usava para cozinhar para seus convidados.

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Ostra gigante que era utilizada para servir salada para seus convidados.

Há uma obra que foi lançada em comemoração ao centenário de 100 anos do nascimento de Burle Marx e faz uma reconstituição literária dos almoços memoráveis e irreverentes aos finais de semana no sítio Santo Antônio da Bica em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Quase tudo está registrado nas 192 páginas do livro, inclusive as belas toalhas que ele pintava para receber os convidados. Que luxo!

Espero que vocês tenham a oportunidade de conhecer esse lugar encantador e cheio de muita cultura.

Doces Abraços Docinhos!

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A CoziBela

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Sou Ana Luiza Beniz.Carioca,Gastronôma, Confeiteira e Blogueira de Gastronomia.Seja bem-vindo ao Cozinhando Sempre Bela, meu Docinho!